Ações voltadas para o bem-estar e saúde mental fortalecem ambientes de trabalho e aprendizagem
O mês de janeiro marca a campanha Janeiro Branco, um movimento nacional que convida a sociedade a refletir sobre a importância da saúde mental, do autoconhecimento e do cuidado emocional. A iniciativa reforça que falar sobre emoções, relações e bem-estar psicológico é essencial para a construção de uma vida mais equilibrada — tanto no âmbito pessoal quanto no profissional.
Nos últimos anos, o tema deixou de ser tratado apenas em momentos pontuais. Ele passou a ocupar um espaço permanente em organizações que atuam diretamente com educação, inclusão social e desenvolvimento humano. Diante de um cenário marcado pela crescente pressão por produtividade e sobrecarga de tarefas, esse debate torna-se cada vez mais urgente, especialmente no ambiente de trabalho.
De acordo com a psicóloga Jessica Tauane, o adoecimento emocional tornou-se parte da rotina de muitas pessoas. Ela alerta:
“Burnout, ansiedade e esgotamento mental estão cada vez mais comuns. Vivemos um contexto de alta cobrança, dificuldade de conciliar vida pessoal e profissional e pouco espaço para descanso. O que mais chama a atenção é que muitas pessoas continuam trabalhando mesmo adoecidas emocionalmente, o que acaba normalizando um sofrimento que deveria ser cuidado.”
Na cidade de Betim (MG), iniciativas de escuta ativa, acolhimento e prevenção em saúde mental ganham destaque. Um exemplo é o trabalho desenvolvido pelo Instituto Ramacrisna, que oferece atendimento psicológico permanente tanto para colaboradores quanto para alunos, através do programa “Se Cuida, jovem”.
A proposta vai além do acompanhamento individual. Ela inclui a valorização de uma cultura organizacional baseada no diálogo, respeito e bem-estar emocional. “Quando a instituição cria espaços de escuta e acolhimento, contribui para a prevenção do adoecimento emocional e fortalece vínculos. O cuidado com a saúde mental permite que colaboradores e alunos se sintam pertencentes, seguros e mais preparados para lidar com os desafios do dia a dia”, explica Jessica.
Além disso, o acompanhamento psicológico contínuo possibilita a identificação precoce de demandas, promovendo intervenções mais eficazes e humanizadas.
A vice-presidente do Instituto Ramacrisna, Solange Bottaro, reforça que o cuidado com as pessoas é um princípio central da organização:
“Acreditamos que não há impacto social consistente sem olhar para o bem-estar de quem constrói esse trabalho diariamente. Por isso, priorizamos uma cultura organizacional que valoriza a saúde mental, o equilíbrio emocional e relações de trabalho mais saudáveis.”
Segundo Solange, investir em saúde mental é também investir em sustentabilidade institucional. “Quando cuidamos das pessoas, fortalecemos o ambiente de trabalho, melhoramos os resultados e ampliamos nossa capacidade de transformar vidas. Esse é um compromisso que assumimos de forma permanente.”