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Biblioteca do Ramacrisna completa 47 anos

Há 47 anos, a Biblioteca do Ramacrisna ajuda a ampliar o universo de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, abrindo as portas do mundo literário para eles.

“Ler é um direito humano. Proporcionar o hábito da leitura nos torna mais conscientes e felizes”, afirma a coordenadora e mediadora de leitura da biblioteca, Cleide Aparecida Moura Santos.

A Biblioteca Prof. Arlindo Corrêa da Silva faz aniversário neste mês em meio a um novo cenário, corredores vazios e livros nas prateleiras. Devido à pandemia da Covid-19, o local está sem acesso ao público, seguindo os protocolos e decretos da cidade de Betim. Mas, nem por isso, parou de pensar em seus leitores.

De acordo Cleide, durante esse período de fechamento para o público estão sendo feitas pequenas reformas no espaço de bem-estar do leitor, para que o público possa ser recebido dentro do novo protocolo de atendimento.

“Está tudo sendo preparado e pensado para eles (leitores) com muito carinho. Muitas novidades, livros novos, espaço totalmente reformado e muita saudade de tê-los aqui na biblioteca”, conta a coordenadora.

As novidades não param por aí! O espaço, que começou a ser criado no ano passado, com acervo de livros em braile e audiolivros, também estará pronto na volta das atividades.

Projetos da biblioteca durante a pandemia

A biblioteca está parada, mas a leitura não pode parar. Segundo Cleide, contação de histórias, mediação e sugestão de livros, estão sendo feitas em um grupo de whatsapp para que os jovens leitores da biblioteca não percam o hábito de ler.

Ela explica que, para esse período em que muitos estão em casa, sem acesso aos livros físicos, existe muito material disponibilizado nas redes sociais e em domínio público e de fácil acesso. 

No início deste ano, o Instituto Ramacrisna, também fez entregas de kits de incentivo à leitura em uma ação social. Foram doadas cestas básicas e um kit projeto Leia para Uma Criança, do Itaú, para os alunos do Instituto e de escolas da região. Ao todo foram distribuídos mais de 800 kits, contendo dois livros.

Enquanto aguardam o retorno do público, a coordenadora também está participando de atividades de formação, como cursos sobre elaboração de projetos, mídias sociais, formação política da rede e oficinas para construção do plano de sustentabilidade.

Outros projetos oferecidos pela biblioteca do Ramacrisna, como Mala de Leitura e Sexta Literária também estão parados, devido à pandemia. Mas os livros que foram emprestados antes desse período continuam com os leitores para que eles tenham a possibilidade de fazer uma releitura ou uma leitura mais lenta. 

História da biblioteca

A importância da leitura é inegável, e isso era reconhecido pelo jornalista e professor Arlindo Corrêa da Silva, fundador do Instituto Ramacrisna. Por isso mesmo, a biblioteca recebeu seu nome. O fundador também apoiou a vice-presidente do Instituto, Solange Bottaro, a criar o acervo.

Mais de quatro décadas depois, o local conta, hoje, com 194 m² e  nove mil livros de literatura infanto-juvenil e adulta, atendendo os alunos matriculados no instituto, funcionários e moradores de 13 cidades da região metropolitana de BH, são beneficiados e leitores assíduos. A biblioteca faz parte da Rede de Bibliotecas Públicas e Comunitárias de Betim, da Rede Estadual de Bibliotecas Comunitárias Sou de Minas Uai e da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias.

Esperamos pela volta

É de outro aniversariante do mês, o escritor Manuel Bandeira, a frase “Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.” Que possamos, em breve, retomar as coisas mais simples , como o prazer de pegar um livro em uma biblioteca para “brincar de ver a beleza nas coisas”, como disse outra autora de obras famosas e aniversariante do mês, Hilda Hilst.

Se você quer saber mais sobre a nossa biblioteca, leia mais sobre nosso projeto aqui em nosso site.

 

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