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19 de janeiro de 2022

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Como combater a fome no Brasil?

Em 2014, o Brasil saiu do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU). Naquele ano, 4,5 milhões de brasileiros não tinham o que comer, o correspondente a 2,5% da população. O índice era considerado baixo, de acordo com a metodologia utilizada. 

Mas, apesar de esse ter sido um marco na promoção do direito à alimentação, a situação mudou e, em 2020, o Brasil alcançou a marca de 20 milhões de pessoas com fome.

Em 2021, o relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2021”, elaborado pela ONU, mostra que cerca de 50 milhões de brasileiros ficaram sem comer por falta de dinheiro ou tiveram que reduzir a qualidade e a quantidade de alimentos.

Confira as causas para esse quadro e o papel do terceiro setor para contribuir com a solução.

Desigualdade social e a fome no Brasil

A fome no Brasil não surgiu agora: de acordo com artigo de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco, as origens remetem ao Brasil Colônia

Os primeiros colonos portugueses se alimentavam com frutas, legumes e verduras. Mas isso não chegava à população mais pobre, pois esta teve que abandonar a policultura de subsistência pela monocultura.

Para os negros escravizados, a situação era ainda mais alarmante: toda a sua alimentação era controlada pelos senhores. Geralmente, eles comiam restos ou descartes de alimentos.

Entre 1500 e 1822, as causas da fome no Brasil estavam ligadas à estrutura colonial e às deficiências do sistema agrário. Além disso, as imposições do Estado e as mudanças climáticas também dificultavam o acesso aos alimentos. 

Depois que o país se tornou independente, levou mais de 100 anos para que  começar a se preocupar em criar os “mapas da fome”. Foi só em 1940 que foi feita a primeira contagem das pessoas que passavam fome no Brasil. 

A partir daí, foi possível criar estratégias para diminuir o número de brasileiros em insegurança alimentar. A distribuição de alimentos, os programas de profissionalização e a redistribuição de renda são algumas dos meios que ajudaram a melhorar o quadro e levar à saída do Mapa, em 2014.

Mas, nos últimos anos, o Brasil enfrenta o aumento da inflação e a crise econômica, agravada pela pandemia. Por isso, a renda das famílias diminuiu, junto com seu poder de compra

Para se ter uma ideia, os preços dos alimentos chegaram a aumentar 14% em 2020. O que levou quase 20 milhões de brasileiros a não terem o que comer.

Papel do Terceiro Setor

A fome e a insegurança alimentar trazem consequências para a pessoa e para toda a sociedade, tanto na saúde e no bem-estar, como impactos na produtividade, no trabalho e no desempenho escolar.

Por exemplo, crianças com fome têm dificuldades de aprendizagem e problemas de saúde. Mas também ocorre a perda de potencial humano e maiores gastos com educação e saúde.

Por isso, fome zero e agricultura sustentável são Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. E o acesso à alimentação de qualidade é um dos direitos básicos da Constituição Brasileira

Mas, para solucionar a fome no Brasil, não basta o trabalho dos governos: empresas e sociedade civil também têm papel fundamental. 

As empresas podem não só doar alimentos, como também diminuir o desperdício, criar políticas internas de alimentação, investir em projetos para combate à desnutrição e apoiar as ONGs do ramo.

Enquanto isso, o Terceiro Setor pode distribuir refeições e cestas de alimentos. Além disso, também pode trabalhar pela capacitação profissional e na mobilização

Isso porque as ONGs chamam a atenção de mídias e governos, reunindo recursos para melhorar a qualidade de vida da comunidade. Ou seja, quando uma organização age em uma causa, sociedade civil, empresas e instituições se engajam mais.

O trabalho do Instituto Ramacrisna

O Ramacrisna é uma dessas instituições que ajudam no combate à fome no Brasil. Para isso, conta com estratégias de curto e médio prazos

Em curto prazo, ocorrem as doações de cestas básicas,  almoços e lanches diários para crianças e jovens que fazem parte dos projetos, moradores de Betim e mais 11 cidades da RMBH. Parte desses alimentos vêm das doações semanais do Instituto Mesa Brasil do SESC. Além de completar as refeições, também ajudamos as famílias dos alunos, com a preparação de kits para eles levarem para casa.

Em médio prazo, programas como o Adolescente Aprendiz permitem que jovens em vulnerabilidade social entrem no mercado de trabalho e possam contribuir com a renda da família. E os cursos profissionalizantes oferecem novas possibilidades de trabalho e melhor renda para os alunos, com o aumento da qualidade de vida. 

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