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10 de agosto de 2022

Apoio pedagógico|Cursos|Tecnologia e Inovação

Dia internacional da juventude: quais os desafios para as jovens brasileiras?

Mulheres jovens, historicamente, são a parcela com maior dificuldade para conseguir um posto no mercado de trabalho. No dia internacional da juventude, conheça iniciativas do Ramacrisna para driblar essa dificuldade

O perfil de quem procura emprego há mais de dois anos no Brasil é mulher, jovem e com baixa escolaridade. A cada três trabalhadores desempregados, dois são mulheres. Metade das pessoas que estão desempregadas por muito tempo tem entre 17 e 29 anos. 

Do total, 80% dos jovens desempregados por mais de dois anos têm baixa qualificação. Ou seja, no máximo, possuem nível médio – 38% deles não possuem sequer esse nível de escolaridade. Os dados são de um levantamento do Ministério da Economia que revela a dificuldade de mulheres jovens em encontrar um posto de trabalho.

Neste dia internacional da juventude, o Instituto Ramacrisna promove uma reflexão sobre a realidade das jovens no mercado de trabalho.

Dia internacional da juventude: o que comemorar?

Esse é um problema histórico. Por muito tempo, as mulheres foram proibidas de exercer atividades econômicas fora de casa. No caso das mais pobres, elas precisavam encontrar alguma forma de remuneração e se submetiam a empregos de baixa qualidade, uma vez que não tinham acesso à escolaridade.

Com o passar dos anos, as mulheres foram ganhando espaço, aumentado sua formação profissional, mas ainda assim existem prejuízos. Para começar, na hora da contratação, não é incomum que os patrões prefiram profissionais homens, especialmente em cargos ligados à tecnologia.

Se a mulher é mãe ou pretende ter um filho, a situação é ainda pior. Para tentar mudar a realidade, seria preciso criar políticas públicas para a redução da desigualdade e preconceito com as trabalhadoras. Além da ampliação de vagas e dos horários de atendimentos de creches e escolas e acabar com a cultura das demissões após o fim das licenças maternidades.

Enquanto isso não acontece, o Ramacrisna faz sua parte, trabalhando na qualificação de meninas e jovens. Focando na profissionalização como uma ferramenta para melhorar a vida de milhares de famílias.

Meninas em rede

Em 2022, o Ramacrisna iniciou o projeto Meninas em Rede, com o apoio do Criança Esperança em parceria com a TV Globo e UNESCO. Voltado exclusivamente para meninas, a iniciativa busca a inclusão delas nas áreas de Tecnologia e Inovação, dominadas por homens. Duas turmas já concluíram o curso. 

No projeto, as alunas participam de oficinas de programação, de desenvolvimento de ferramentas tecnológicas, de xadrez, de gerenciamento humano, de Indústria 4.0 e de IOT. Além de atividades esportivas e culturais. Dessa forma, o projeto introduz as meninas na inovação, com incentivo para a educação.

Na oficina de Tecnologia e Programação, as alunas aprendem os processos de desenvolvimento de aplicativos, de incorporação das interfaces e de experiência do usuário. Além disso, as meninas conhecem referências femininas na área de tecnologia que servem de inspiração para as jovens. Por fim, na conclusão das aulas, as alunas desenvolvem um aplicativo mobile. 

Para a vice-presidente do Ramacrisna, Solange Bottaro, o projeto é inovador e abre novos horizontes e possibilidades para as mulheres em áreas dominantemente ocupadas pelo gênero masculino. “As jovens são praticamente excluídas do ramo da tecnologia devido aos desafios sociais e de gênero que enfrentam diariamente. No entanto, o comprometimento e a desenvoltura dessas meninas no aprendizado deixam bastante claro que o investimento feito através do projeto Meninas em Rede e a confiança depositada nelas pelo Instituto Ramacrisna valeram à pena. Elas certamente terão um futuro brilhante”, argumenta.

Conheça o Ramacrisna

O Instituto Ramacrisna tem mais de 60 anos de história e já mudou a vida de quase 2 milhões de pessoas. Para isso, oferece projetos de educação, qualificação profissional, cultura, lazer e esporte para pessoas em situação de vulnerabilidade social de 13 cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Para continuar transformando a vida de crianças, jovens e adultos, precisamos de parceiros. Contribua e faça parte da nossa corrente do bem.

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