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Entenda o impacto da Covid-19 nas OSCs brasileiras

A crise econômica causada pelo impacto da Covid-19 atingiu diversos setores da sociedade. Empresas, trabalhadores, instituições de caridade… todos foram afetados pela pandemia, que abalou não só os sistemas de saúde dos países, mas também o mercado de trabalho e a educação. 

As Organizações da Sociedade Civil (OSCs) são um dos grupos que mais sofreram durante a crise. De acordo com um estudo feito pela consultoria Mobiliza, em parceria com diversas organizações, 73% das OSCs sofreram com a diminuição na captação de recursos

A perda de investimento causa danos significativos no funcionamento dessas organizações que, em muitos casos, precisam de doações para continuarem existindo. As atividades dessas instituições também foram impactadas pelas medidas de distanciamento social, 87% dos entrevistados na pesquisa interromperam suas ações, ao menos por um período, durante a crise.

Mesmo com todas as dificuldades, tivemos uma boa notícia. A maior parte das OSCs ouvidas, 87%, vão continuar suas atividades em 2021. Graças à gestão experiente e profissionais inovadores, o Instituto Ramacrisna é uma dessas instituições que conseguiram se manter fortes durante a pandemia.

Um ponto fora da curva

Para Solange Bottaro, vice-presidente do Ramacrisna, a organização foi um ponto fora da curva durante a crise. Todos os gestores e colaboradores conseguiram se organizar rapidamente para reinventar o modelo de ensino, oferecendo aulas à distância.

“Quando surgiu a pandemia, ficamos apavorados. Foi um alerta. Em vez de parar e reclamar, reunimos a equipe e perguntamos: ‘o que vamos fazer?’. A equipe foi muito importante nesse processo. Os times de T.I, de projetos, a Antenados [Produtora]. Todos nos ajudaram a criar aulas de qualidade. Continuamos trabalhando e estamos até hoje”, afirmou.

>> Veja também: Como o mercado audiovisual ajuda no crescimento de empresas

Para ela, a força do Ramacrisna está na gestão experiente, na qualificação dos profissionais e na comunicação, que divulgam as ações que o Instituto realiza para todo público, gerando assim mais credibilidade. Além dos cursos em formato EAD, o Instituto também conseguiu manter as atividades de Jovem Aprendiz e outros projetos, que receberam o apoio técnico da Produtora Antenados, responsável pelas produções audiovisuais do Instituto.

Desta forma, foi possível, manter as atividades, respeitando todas as medidas sanitárias e ajudando crianças e adolescentes que não poderiam ficar desassistidas. 

Papel social

Com a pandemia, o papel de ajuda humanitária das OSCs ganhou ainda mais relevância. As organizações precisaram investir ainda mais no acolhimento de estudantes e seus familiares, que foram impactados pela crise econômica e voltaram para uma situação de maior vulnerabilidade social. 

O Ramacrisna também exerceu esse papel. Ao contrário do que ocorreu com a maior parte das OSCs, o Instituto não perdeu investimentos. Pelo contrário, conseguiu atrair mais recursos para continuar exercendo suas atividades. Dentre os principais parceiros, estão a Petrobrás e a BrazilFoundation, instituição internacional que enviou recursos para o atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social em Betim.

Para Solange, esses investimentos são fruto da credibilidade do Ramacrisna, que há mais de 60 anos faz um trabalho de gestão e comunicação para atrair novos parceiros. “Quando uma empresa internacional pensa em investir dinheiro para ajudar pessoas no Brasil ela pensa em quem? Em uma organização que confia”.

Com o apoio dessas organizações, o Instituto conseguiu ajudar mais de 43 mil pessoas em 2020, oferecendo produtos de higiene pessoal e alimentação. Além disso, também fez uma parceria com a Central Única das Favelas (CUFA) para distribuir 600 chips para mães de família, ajudando na comunicação e no acesso destas pessoas à educação.

Perspectivas para o futuro

Apesar de todos os problemas do contexto, o Ramacrisna continua sendo uma instituição extremamente sólida. Novos cursos, como o de Instalação de Usinas Fotovoltaicas, continuam sendo criados. Projetos antigos se mantêm em atividade. 

Além disso, graças à Telas Ramacrisna, o Instituto se tornou referência em autossustentabilidade, conseguindo cobrir cerca de 40% das despesas básicas apenas com o próprio trabalho. De acordo com Solange, o ano de 2020 foi o mais lucrativo para a fábrica.

“Quando perdemos recursos pela saída de algum parceiro, é a fábrica de telas que nos mantém em atividade […] é possível que a gente não consiga superar o ano de 2020, mas 2021 vai ter um nível parecido”, completou.

O Instituto Ramacrisna é referência em projetos educacionais e profissionalizantes para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Apesar das dificuldades, estamos sempre buscando inovações para os jovens que contam com o nosso trabalho. Faça parte dessa mudança, veja como você pode ajudar.

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