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Inclusão digital: como levar tecnologia para todos?

Inclusão digital é tornar a tecnologia acessível ao maior número de pessoas. Mas isso se tornou um desafio enorme durante a pandemia, em que a internet se transformou em uma ferramenta fundamental para a educação.

Hoje, você confere como o Instituto Ramacrisna contribui para levar conhecimento sobre tecnologia para a comunidade.

Contribuindo para a inclusão digital

O Ramacrisna acredita que o contato com a tecnologia ajuda no aprendizado de crianças e adolescentes. Além de contribuir para o desenvolvimento de habilidades que vão ajudá-los no mercado de trabalho. 

Por isso, está sempre em busca de levar equipamentos de última geração para famílias de baixa renda e moradoras de periferias e áreas rurais de Betim. Atualmente, o Instituto conta com diversas ações que visam a inclusão digital.

Nas oficinas de Robótica Educacional, por exemplo, crianças e adolescentes têm contato com a programação de forma leve e divertida. O que prepara essa geração para um mercado de trabalho que exige, cada vez mais, essa competência.

Já com a impressora 3D, os alunos fazem a modelagem em diferentes softwares, de forma colaborativa e estimulando a criatividade. Para a vice-presidente do Instituto Ramacrisna, Solange Bottaro, ter o contato com essas tecnologias ainda na infância possibilita o desenvolvimento de diversas habilidades.

“A possibilidade de os alunos participarem de um centro de atividades contínuas, despertando o empreendedorismo e o conhecimento de novas tecnologias, permite uma troca horizontal entre  eles, como cooperação, troca de saberes, interdisciplinaridade, compartilhamento e aprendizagem, através da prática Faça você mesmo, aproximando assim os grupos mais vulneráveis à inovação tecnológica”, detalha.

Tecnologia na sala de aula

Mas não é apenas com o contato de softwares avançados. No Instituto Ramacrisna, outras tecnologias ajudam crianças a compreender conteúdos diversos. 

Os óculos de realidade virtual os ajudam a visualizar coisas distantes. Com esse recurso, é possível que o aluno conheça lugares do outro lado do mundo, por exemplo. Isso faz com que o tema das aulas fique mais próximo do aluno, tornando o conhecimento mais palpável.

Já a mesa alfabetizadora digital transforma a experiência de formar palavras e frases mais lúdica, despertando o interesse da criança. Dessa forma, o aluno tende a desenvolver as habilidades com maior facilidade.

Da mesma forma, a lousa digital contribui para o aprendizado infantil. Com ela, as crianças moradoras de zona rural têm um contato mais próximo com a tecnologia e conseguem assimilar conteúdos escolares de forma mais rápida.

Profissionalização

O Ramacrisna também oferece cursos para que jovens da comunidade de Betim encontrem na tecnologia uma profissão. 

No curso de Operador de Computador, os profissionais aprendem a montar, instalar e reparar computadores. Além de receberem a capacitação para suporte a redes de computadores locais e para configuração de equipamentos e softwares. 

Nas aulas do curso de Robótica Industrial, os alunos aprendem conceitos de eficiência e segurança para desenvolvimento de programação, lógica de controle de processo industrial e manipulação e programação de robô industrial. 

Já os cursos de Iniciação à informática básica e Excel intermediário e avançado ensinam os jovens a usar o computador e os softwares para uma rotina de trabalho. Na avaliação de Solange Bottaro, todos esses cursos abrem novas possibilidades  de empregos para esses jovens.

“Todo esse mundo tecnológico permite a inclusão digital de moradores em periferia e área rural, oportunizando principalmente às meninas a chance de acesso ao mercado de trabalho e à universidade”, explica.

Inclusão digital no Brasil

Segundo pesquisa TIC Domicílios 2020, o Brasil tem 152 milhões de usuários de internet. Esse número corresponde a 81% da população acima de 10 anos. De acordo com o estudo, o acesso à internet no país aumentou durante a pandemia, devido à demanda das atividades remotas.

Moradores de áreas rurais, idosos, mulheres e pessoas das classes D e E e com ensino fundamental foram a parcela  de usuários de internet que mais cresceu se comparado com 2019.

Mas ainda não é possível falar em inclusão digital.  Um relatório do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor aponta que 47 milhões de brasileiros permanecem desconectados. Desses, 45 milhões estão entre os mais pobres.  

Entre os alunos, 6 milhões não têm acesso à internet fixa ou móvel. Sendo que 85% dos estudantes em vulnerabilidade social têm acesso apenas à rede do celular. Por outro lado, entre os mais ricos, a taxa é de apenas 11%.

O Instituto Ramacrisna segue levando a tecnologia para mais pessoas. Mas precisamos da sua ajuda para dar continuidade aos nossos projetos. Saiba como nos ajudar.

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