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27 de setembro de 2022

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Investir no Terceiro Setor representa fortalecimento da sociedade

Segundo pesquisa do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas, a cada R$ 1 investido em ações do Terceiro Setor, R$ 9,79 são devolvidos à sociedade.

No Brasil, as instituições do Terceiro Setor são fundamentais para suprir a deficiência de serviços ofertados pelo Estado. As organizações da sociedade civil podem atuar em diversas áreas, como  educação, assistência social e saúde.

Mas muita gente ainda acha que, mesmo com a missão de cuidar e criar oportunidades de transformação e mobilidade social para quem mais precisa, o Terceiro Setor não traz retorno financeiro para a sociedade.

Porém, um levantamento do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas mostra que não é bem assim. Confira, a seguir, os números. 

Terceiro Setor no Brasil

Antes de entender a contrapartida do Terceiro Setor, é preciso entender a importância das organizações no contexto brasileiro. Nosso país é extremamente desigual. 

O Índice de Gini mede o grau de concentração de renda. Ou seja, ele aponta a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. Numericamente, varia de zero a um, sendo zero a situação de igualdade, e um, o extremo oposto. Na prática, o Índice de Gini costuma comparar os 20% mais pobres com os 20% mais ricos. 

Neste índice, o Brasil tem nota 0,533. Essa é uma nota só maior que países com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), como a Botsuana, na África. Assim, o Terceiro Setor tenta corrigir essa situação, dando oportunidades aos mais pobres. 

Do ponto de vista financeiro, investir no Terceiro Setor é ter a certeza de que o valor retornará ainda maior para a sociedade. Na pesquisa divulgada pelo Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas, a cada R$1 destinado, R$ 9,79 retornam para a sociedade.

Só na área de assistência social, em que as organizações da sociedade civil representam 40% dos serviços ofertados, cada R$ 1 investido representa um retorno de R$ 12,75. Já na educação, o retorno é de R$ 4,96. 

O cálculo da contrapartida considera o retorno total, quantitativo e qualitativo, do valor da prestação de serviços das instituições filantrópicas na comparação com o valor da imunidade tributária. Essa imunidade às filantrópicas representou 4,3% do total de gastos tributários classificados pela Receita Federal. 

Nosso trabalho

Há mais de seis décadas, o Instituto Ramacrisna oferta ações de educação, lazer, cultura, esporte, aprendizagem e profissionalização para crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade social.

Ao todo, quase dois milhões de pessoas já tiveram suas vidas transformadas por pelo menos um de nossos projetos, em 13 cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Nossas atividades estão alinhadas com nove Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU:

  • ODS 10: Redução das desigualdades;
  • ODS 4: Educação de qualidade;
  • ODS 8: Trabalho decente e crescimento econômico;
  • ODS 16:  Paz, justiça e instituições eficazes;
  • ODS 9: Indústria, inovação e infraestrutura;
  • ODS 5: Igualdade de gênero;
  • ODS 12: Consumo e produção responsáveis;
  • ODS 1: Erradicação da pobreza;
  • ODS 3: Saúde e bem-estar. 

No elatório de Impacto, elaborado em 2018, mensuramos o retorno social de alguns de nossos projetos:

  • Adolescente Aprendiz: a cada R$ 1 investido na formação e inserção de jovens no mercado de trabalho enquanto aprendizes, há o retorno social de R$ 3,95;
  • Centro de Apoio Educacional Ramacrisna (CAER): com atividades multidisciplinares para crianças e adolescentes, o projeto retorna para a sociedade R$  4,15 para cada investimento de R$ 1;
  • Cursos profissionalizantes:ensinando jovens e adultos a seguir uma nova profissão e conseguir colocações melhores no mercado de trabalho, o retorno é de R$ 5,59 para cada R$ 1.   

Agora que você já sabe como nossos projetos ajudam toda a sociedade, faça sua doação e integre essa corrente do bem.

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