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16 de dezembro de 2025

Apoio pedagógico|Crianças

Qual é o custo das crianças fora da escola?

Crianças fora da escola causam um prejuízo global de US$ 10.000 bilhões por ano, um custo social e econômico que a educação de qualidade e o Ramacrisna ajudam a reverter

 

A falta de acesso à educação não causa somente um prejuízo individual. De acordo com a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), as crianças fora da escola e as lacunas educacionais custam mais de US$ 10.000 bilhões por ano à economia global. É um prejuízo que ultrapassa, por exemplo, a soma dos PIBs anuais de países como França e Japão.

Ou seja, com 250 milhões de crianças e jovens fora da escola em todo o mundo, o problema não é apenas social. Ele compromete o desenvolvimento econômico, a redução da pobreza, a igualdade de gênero e a capacidade dos países de enfrentarem desafios contemporâneos. Mesmo com décadas de avanços, ainda estamos longe do compromisso firmado pelas Nações Unidas no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4: garantir educação de qualidade para todos.

Diante desses dados, surge uma pergunta: quanto custa para o mundo ignorar esse problema? E outra ainda mais importante: como  mudar essa realidade?

O custo global das crianças fora da escola

Pela primeira vez, a UNESCO analisou detalhadamente o impacto financeiro, social e fiscal da evasão escolar no relatório The price of inaction. O resultado impressiona: US$ 10.000 bilhões anuais de prejuízo global associado à falta de acesso à educação e às lacunas de aprendizado.

Entre as consequências apontadas pela pesquisa estão:

  • Perdas massivas de produtividade, que afetam diretamente o crescimento econômico;
  • Redução da qualificação da força de trabalho, aumentando desigualdades;
  • Danos sociais profundos, como maior incidência de gravidez precoce — meninas com baixa escolaridade têm índice 69% maior de engravidar cedo;
  • Menores oportunidades de emprego e renda, perpetuando ciclos de pobreza.

O relatório reforça que reduzir em apenas 10% a proporção de jovens que abandonam a escola já seria suficiente para aumentar o PIB global entre 1 e 2 pontos percentuais ao ano. Ou seja, investir em educação é um dos caminhos mais eficientes e rentáveis para transformar sociedades.

Desde 1948, a educação é reconhecida como um direito humano universal. Ainda assim, milhões de meninas e meninos continuam excluídos, especialmente em países de baixa e média renda. Em muitos deles, 70% das crianças de 10 anos não conseguem compreender um texto simples, revelando lacunas de alfabetização que comprometem toda a trajetória escolar.

Por isso, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, reforça que romper o ciclo da evasão escolar deve ser prioridade absoluta. Em reunião com ministros da Educação, ela destacou que a educação é a chave para enfrentar desafios que vão da pobreza às mudanças climáticas.

Como combater o avanço das crianças fora da escola?

A UNESCO apresentou 10 recomendações para garantir educação de qualidade para todos, incluindo:

  • Ensino gratuito e financiado por, no mínimo, 12 anos;
  • Investimento na primeira infância;
  • Programas de segunda chance para quem teve o aprendizado interrompido;
  • Infraestrutura escolar segura, com água, saneamento e salas menores;
  • Professores qualificados e valorizados;
  • Envolvimento das comunidades e famílias no processo educativo.

Mas esse desafio não recai apenas sobre governos. O Terceiro Setor é um aliado estratégico na permanência escolar — e é nesse ponto que o Instituto Ramacrisna se destaca.

Ramacrisna: um motor de transformação na educação

Em Betim, o Instituto Ramacrisna atua há 66 anos para garantir que crianças e adolescentes permaneçam na escola e tenham acesso a oportunidades de aprendizado ampliado.

O Centro de Apoio Educacional Ramacrisna (CAER) oferece atividades no contraturno escolar, incluindo oficinas de arte, cultura, esportes, tecnologia e desenvolvimento cognitivo. Entre as ferramentas disponíveis estão a mesa alfabetizadora digital, que acelera a alfabetização por meio de blocos interativos, jogos e software educativo, e a lousa digital, que torna o aprendizado de português de matemática mais dinâmico e acessível. 

Além disso, as crianças participam de atividades de judô e xadrez, promovendo bem-estar e habilidades socioemocionais. Os alunos ainda tem almoço, lanche, vestuário e material escolar. 

No Fablab Ramacrisna (Fabrication Laboratory) é um laboratório de inovação criado para estimular a criatividade e o conhecimento por meio da prática, transformando ideias em realidade, os alunos têm acesso a impressoras 3D,  óculos de realidade virtual, uma Router CNC Corte a Laser,  tablets, computadores e  kits lego para a prática da Robótica Educacional, 

Por fim, as crianças têm acesso a uma das maiores bibliotecas da região, com mais de 9 mil livros no acervo. 

Essas ações não apenas melhoram o desempenho escolar, mas também fortalecem a autoestima, reduzem o trabalho infantil e ajudam a romper ciclos de vulnerabilidade.

Garantir o acesso escolar não é apenas uma meta, é uma urgência global. O Ramacrisna prova diariamente que a educação muda vidas, fortalece comunidades e constrói futuros mais justos e promissores.

Conheça nossos projetos e faça parte dessa transformação. Juntos, podemos diminuir o número de crianças fora da escola e construir um mundo melhor.

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