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23 de agosto de 2022

Apoio pedagógico|Arte e Cultura

Ramacrisna promove atividades sobre folclore para crianças

Atividades sobre folclore trabalham a cultura brasileira, além de ajudar na fixação de conteúdos de língua portuguesa.

No dia 22 de agosto é comemorado o dia do folclore brasileiro. A data tem o objetivo de garantir a preservação da cultura popular. Além de incentivar os estudos na área. Personagens como a Cuca, o Saci, o Curupira e a Iara podem ser levados para as salas de aula, em atividades lúdicas sobre o folclore.

No Instituto Ramacrisna, as ações estão sendo desenvolvidas desde o começo do mês e vão até o fim de agosto. Conheça algumas iniciativas.

Conheça nossas atividades sobre folclore

A coordenadora pedagógica do Centro de Apoio Educacional Ramacrisna, Edilene Lemos, explica que as atividades sobre o folclore estão mais concentradas no projeto da mesa alfabetizadora e na biblioteca. 

Os alunos têm contato com lendas, parlendas adivinhas, trava-línguas e cantigas de roda. Além das histórias, eles aprendem as características e diferenças entre os personagens do folclore brasileiro. “Porque a professora da mesa alfabetizadora está aproveitando a ludicidade do assunto para potencializar a leitura e escrita das crianças, ou seja, a alfabetização”, conta Edilene. 

Ou seja, na cantiga “Caranguejo não é peixe”, além de trabalhar rima, os alunos aprendem as sílabas -gue, -gui. “E aí eles já associam com outras palavras, como Guilherme, guitarra”, exemplifica. 

Já, por exemplo, na parlenda “Fui passar na pinguelinha”, a professora trabalhou palavras com som de “x”, mas escritas com -ch. As crianças fizeram um banco de palavras do que tem em casa com som de x: chuveiro, chinelo, chave, cheiro, cachorro… 

“O trabalho com a escrita e leitura é realizado com didáticas diferenciadas, por exemplo,  cada criança escreveu um pedaço da música e da parlenda apresentada, fizeram dobraduras e montaram um mural”, acrescenta. 

No mural , foram afixadas dobraduras de caranguejo, de peixe e golfinho (representando o boto cor de rosa). “Cada criança fez sua dobradura, passo a passo, para trabalhar a coordenação motora, concentração, atenção, sequência, habilidades necessárias para alfabetização e depois enfeitaram. Ficou lindo”, afirma.

Já na biblioteca, as crianças participam de contação de histórias sobre as lendas com personagens do folclore. No esporte, o tema folclore está sendo abordado através de brincadeiras antigas, como corrida do saco, queimada, rouba bandeira, pique-pega, que também fazem parte do folclore.

Semana do folclore

Na semana em que o dia do folclore é comemorado, as crianças participam de duas atividades especiais. Trata-se de uma programação envolvendo diversos projetos, como a Mesa alfabetizadora, Folcloriá, a oficina de Inovação, Viva o Esporte e a Biblioteca.  

No dia 23, um grupo de teatro apresenta para os alunos um conto sobre o folclore.  A peça conta com alguns personagens, cantigas tocadas com viola e caracterização. Na sexta-feira, as crianças participarão de uma oficina de confecção de brinquedos folclóricos e brincadeiras específicas. 

Por que trabalhar o folclore?

Segundo Edilene, as atividades preservam a riqueza e a diversidade cultural brasileira. “É uma forma de valorizar a cultura, tradição que passa de uma geração para a outra, de brincar das mesmas brincadeiras que os pais e os avós brincaram, experimentar receitas e ditados regionais. É essencial essa valorização da memória, do sentimento de pertencimento, fortalece laços afetivos e preserva nossa história”, aponta. 

Além disso, já é perceptível a melhoria na aprendizagem das crianças, de forma divertida e prazerosa. Os alunos têm contato com a noção de rima, aliteração e a familiaridade com sons mais complexos para a compreensão infantil. 

Sobre o Ramacrisna

O Instituto Ramacrisna é uma instituição sem fins lucrativos que, há mais de 60 anos, desenvolve projetos na área de lazer, cultura, cursos profissionalizantes e de aprendizagem para crianças, adolescentes e adultos em vulnerabilidade social de 13 cidades da Região Metropolitana.

Ao todo, quase 2 milhões de pessoas já tiveram suas vidas transformadas pelos nossos projetos. Nos ajude a continuar trabalhando. Faça sua doação.

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