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Saiba tudo sobre Responsabilidade Social Corporativa

Em um mundo cada vez mais conectado e plural, as pessoas não querem só ouvir e ler palavras bonitas nas redes sociais e sites corporativos. A Responsabilidade Social Corporativa passou a ser um valor essencial para consumidores e, até mesmo, para os próprios colaboradores.

De acordo com uma pesquisa, feita em setembro de 2019, pelo Instituto Ipsos, oito em cada dez brasileiros preferem empresas que apoiam alguma causa. Entre as mais citadas, estão educação e oportunidades de aprendizagem.

Investir em RSC tem se tornado, cada vez mais, uma prioridade para as organizações, mas afinal o que é isso? Se a sua empresa ainda não está alinhada às práticas de Responsabilidade Social Corporativa, não se preocupe! O Instituto Ramacrisna traz um artigo completo para te deixar por dentro desse assunto.

O que é Responsabilidade Social Corporativa

A Responsabilidade Social Corporativa é um conjunto de práticas adotadas por empresas, de forma voluntária, para promover o bem-estar do público interno e externo.

É uma forma de cada corporação cumprir seu papel social, mostrando engajamento com atitudes sustentáveis e que ajudem a desenvolver o entorno.  

Como surgiu a Responsabilidade Social Corporativa

A cobrança para que as empresas representassem um novo papel perante a comunidade está ligada, diretamente, aos resultados da Revolução Industrial. Com a degradação do meio ambiente e da qualidade de vida humana, passou a ser exigido um compromisso maior dos empresários e de seus negócios com a sociedade. 

As primeiras manifestações dessa idéia surgiram no início do século, em trabalhos de Charles Eliot (1906), Arthur Hakley (1907) e John Clark (1916). A princípio, essas teorias foram consideradas controversas e frutos de uma ideologia socialista, assim como as ideias do inglês Oliver Sheldon que defendeu, em 1923, a inclusão de outros objetivos, além do lucro dos acionistas, entre as preocupações da empresa. 

Nos Estados Unidos, entre os séculos 19 e 20, magnatas, como John D. Rockefeller e Henry Ford, deram início a uma longa tradição social de ações filantrópicas. 

A origem do termo responsabilidade social

Em 1942, o termo responsabilidade social apareceu num manifesto subscrito por 120 industriais ingleses, afirmando que: “A responsabilidade dos que dirigem a indústria é manter um equilíbrio justo entre os vários interesses do público como consumidores, dos funcionários e operários como empregados e dos acionistas como investidores. Além disso, é dar a maior contribuição possível ao bem-estar da nação como um todo”. 

Foi na própria Inglaterra que a necessidade desse comprometimento ficou evidente num episódio retratado, inclusive, na série de sucesso mundial The Crown. O nevoeiro de 1952 foi responsável pela morte de quatro mil pessoas e pelo adoecimento de outras 150 mil. A neblina espessa, amarelada e tóxica, que caiu sobre a capital inglesa no dia 5 de dezembro, foi causada, principalmente, pela queima de carvão, comum nas fábricas. 

No Brasil, não há uma data precisa sobre o início dos movimentos de responsabilidade social. A Carta de Princípios dos Dirigentes Cristãos de Empresas, publicada em 1965 pela Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas do Brasil (ADCE Brasil), é considerada um dos marcos iniciais.

Diferença entre filantropia e Responsabilidade Social 

Apesar do conceito de Responsabilidade Social ter se originado de ações filantrópicas desenvolvidas por empresários no passado e muitas pessoas pensarem que são a mesma coisa, existe uma diferença entre os termos. 

A filantropia é quando pessoas físicas se identificam com causas sociais e, por meio de doações ou ações voluntárias, incentivam projetos específicos para suprir uma determinada demanda da sociedade.

Já a Responsabilidade Social é uma estratégia de gestão contínua para incorporar aos negócios as demandas do público com quem se relaciona, transformando realidades dentro e fora da empresa. 

Práticas de Responsabilidade Social Corporativa

Quando uma empresa quer ser socialmente responsável ou pretende criar uma área voltada para esse tipo de gestão, é necessário planejar um processo contínuo com o objetivo de promover melhorias para a sociedade como um todo.

A doação de recursos, a criação de projetos sociais autorais e a destinação do Imposto de Renda são algumas das ações externas possíveis.

Existem várias outras formas de impactar a comunidade que podem ajudar uma marca a cumprir seu papel social e se destacar como:

  • promover campanhas de educação ambiental e usar métodos de reciclagem e reaproveitamento de recursos internamente;
  • estimular a redução no consumo de água e energia pelos colaboradores; 
  • criar ou apoiar oficinas de aprendizado e eventos culturais para a comunidade do entorno;
  • organizar eventos e confraternizações para os colaboradores e familiares; 
  • investir em programas de aprendizagem para o público interno e/ou externo;
  • fazer campanhas de doação de alimentos, roupas e calçados para a comunidade. 

Dentre tantos métodos possíveis, a contribuição via IR é um dos mais simples e faz a diferença para as organizações sociais como o Instituto Ramacrisna. Ela permite que empresas destinem parte dos impostos devidos ao Fundo para Infância e Adolescência (FIA) e que essa destinação seja repassada às instituições para que elas continuem desenvolvendo seu trabalho.

Leia mais >>> Veja como os impostos pagos pela sua empresa podem transformar vidas

Vantagens de se investir em ações de Responsabilidade Social Corporativa

  • Melhora a imagem da marca 

Cada vez mais os consumidores têm depositado expectativas nas empresas, observando o que elas têm feito para ajudar o mundo. Quando encontram uma marca que atende seus gostos e interesses e ainda contribui com causas sociais, ela se torna, automaticamente, mais bem vista.

Saber usar o poder da sua marca para suprir necessidades da sociedade é uma ferramenta estratégica de marketing que traz benefícios para a causa e para o negócio. Ter uma imagem positiva é fundamental e não precisa ir muito longe para investir em transformação social. 

É possível ajudar vários projetos sem tirar a verba do seu próprio caixa. As leis de incentivo fiscal, criadas pelos governos, também permitem que as empresas direcionem uma parte dos impostos para iniciativas sociais e culturais.

  • Vantagem sob os concorrentes e aumento de vendas

A RSC é uma ótima forma de se destacar no mercado. De acordo com uma pesquisa do Instituto Ipsos, 34% dos consumidores priorizam produtos que destinam parte da renda para causas sociais, culturais ou ambientais. Além disso, 23% dos entrevistados disseram que escolhem marcas que contribuem com causas, em vez de suas concorrentes, mesmo que tenham que pagar um pouco mais por isso. 

Pequenas iniciativas dentro do seu negócio podem colocá-lo à frente no mercado, impulsionando vendas e ampliando o reconhecimento da sua empresa. Junte seu time e avalie ideias e estratégias para aproximar seu público e atrair novos olhares.

  • Melhora a relação com parceiros e colaboradores

Participar de algo maior e com impacto na sociedade promove um sentimento bom em qualquer pessoa. Por isso, é fundamental que sua estratégia envolva seus colaboradores e parceiros. 

Ao sentir que fazem parte deste processo, as pessoas que trabalham na sua organização estarão mais motivadas, felizes em vestir a camisa e, consequentemente, mais produtivas. Assim, o ambiente fica mais positivo e todos tendem a se tornar embaixadores da sua marca.

Ações de co-branding podem ser uma boa alternativa para aumentar o impacto e os resultados dos seus projetos. Pense de que forma você e seus fornecedores poderiam estar juntos numa ação de responsabilidade social. 

Leia mais >>> Por que a doação de empresas para causas sociais é uma boa estratégia de negócios?

Tendências para 2021 

O ano de 2020 foi bem atípico, a pandemia exigiu que as empresas investissem mais em ações internas de RSC. A adesão em massa ao home office fez com que muitas equipes de Recursos Humanos se adequassem a novas realidades. 

Com isso, algumas ações de sustentabilidade interna devem continuar a se fortalecer, como:

  • processos seletivos 100% on-line;
  • benefícios flexíveis alinhados às necessidades da empresa e dos funcionários, indo além de vale alimentação e transporte;
  • relacionamentos mais cuidadosos e empáticos com os colaboradores;
  • treinamentos on-line para o aprimoramento e capacitação dos funcionários;
  • motivação e engajamento, associados a uma boa comunicação interna para garantir a integração entre os times;
  • preocupação com saúde e bem-estar, incentivando práticas de cuidados com o corpo e a mente dentro e fora das empresas. 

Pautas sociais que têm se fortalecido com o passar dos anos devem continuar em alta, exigindo posicionamentos e políticas claras por parte das empresas. Esses temas também são bons motivadores para projetos externos. Por isso, é fundamental pensar e criar ações sobre:

  • o fortalecimento dos movimentos pela garantia dos direitos civis;
  • o combate à homofobia;
  • o incentivo à análise crítica, com combate às fake news;
  • a afirmação da importância do papel das mulheres.

A luta por diversidade nos espaços, dentro e fora de empresas, também está em evidência. A ausência de pessoas com diferentes raças, etnias, identidade de gênero, orientação sexual ou condições físicas em todos os níveis e cargos, nas organizações vai na contramão do que a sociedade espera de empresas comprometidas socialmente.

Reconhecimento pelas práticas de RSC

Diversas corporações se destacam no mercado, em termos de reputação e valor de marca associados à Responsabilidade Social Corporativa.

Empresa como Coca-Cola, Itaú, ArcelorMittal, Petrobras, Fiat e Natura são exemplos de organizações reconhecidas por sua preocupação social e investimentos na área da educação, meio ambiente, e são parceiras do Instituto Ramacrisna.

Quer que o seu negócio entre para essa lista, ao lado de grandes empreendimentos? Comece a colocar em prática ações de RSC. E, se precisar de ajuda, para executar um projeto social ou desejar investir em alguma organização social, procure o Ramacrisna. 

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