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Setembro amarelo: por que falar sobre saúde mental é importante?

O Setembro Amarelo é o mês dedicado à saúde mental e à prevenção do suicídio.

Esse é um assunto sério e uma das áreas de atuação do Instituto Ramacrisna. Por isso, conversamos com a psicóloga e instrutora, Flávia Martins, sobre o assunto. Confira!

1) Por que é importante ter um mês voltado para a saúde mental e prevenção ao suicídio?

O suicídio é um problema de saúde pública. Mas muitas pessoas não sabem que o número de vidas perdidas por autoextermínio é extremamente alto. Em outras palavras, em um ano, são cerca de 800 mil mortes que poderiam ter sido evitadas. 

Mas engana-se quem acredita que pessoas com ideias suicidas estão distantes. Cada vez mais, temos registros de pessoas que chegam a atentar contra a própria vida. E elas estão cada vez mais próximas de nós. 

Portanto, é extremamente importante promover o acesso às redes de apoio, aos profissionais da saúde mental e às informações certas de como identificar e, principalmente, de como dar seguimento na busca por ajuda.

2) Como oferecer suporte mental para os jovens?

Em primeiro lugar, a respeito da saúde mental, a forma mais eficaz de fortalecer o jovem é promovendo acesso e inclusão à rede de apoio psicossocial

É levar informações de qualidade, fortalecer políticas públicas que abrangem as fases de desenvolvimento e criar estratégias que acompanhem a evolução e a vivência de cada jovem.  

Em casos mais urgentes, contamos com o Centro de Valorização da Vida (CVV). Através de várias ações, por exemplo, atendimento por celular e e-mail, oferece acolhimento humanizado imediato para qualquer pessoa que precise. 

Bem como podemos contar também com os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os locais oferecem acolhimento multidisciplinar para pessoas em crises, com transtornos mentais diversos e com problemas de álcool e drogas.

Da mesma forma, algumas faculdades também oferecem plantões psicológicos gratuitos ou a preço social, que podem ajudar nesses momentos mais delicados.

3) Sabemos que o suicídio é multifatorial, tendo inclusive um fator socioeconômico relacionado. Como identificar os riscos em pessoas em vulnerabilidade social?

Acima de tudo, é essencial ficar atento aos atos que envolvem a pessoa com pensamentos suicidas e também a família, que sofre por julgamentos socioculturais relacionados à realidade e vivência de cada meio familiar.

Isso pode fazer com que o indivíduo se distancie, com medo de situações constrangedoras ou que causam sofrimento, o que acaba impactando nos relacionamentos. Bem como também é preciso observar os fatores estressores, como desemprego, baixa renda, relações familiares, fatores demográficos e sociais.

Além disso, deve-se examinar o consumo de substâncias tóxicas, que pode agravar a situação. O uso de álcool e drogas tem maior prevalência no aparecimento de transtornos da mente que são tratados inadequadamente.

O abuso da ingestão de álcool e drogas para aquelas pessoas que não conseguem absorver a realidade deixa a pessoa com capacidade emocional, mental, física e de superar desafios comprometida, fortalecendo a sensação de fracasso na vida.

Da mesma forma, também é preciso considerar os conflitos sociais, como discriminações de todas as formas e gêneros. 

4) Quais ações estão sendo desenvolvidas pelo Ramacrisna no Setembro Amarelo?

São várias ações:

Em primeiro lugar, temo o Amigo Anjo que ocorre com o time de colaboradores do Instituto. É como um amigo secreto: cada participante fica responsável por cuidar de um colega, de forma anônima. Pode ser por meio de cartas, bilhetinhos, presentes ou qualquer outra forma.

Dessa forma, o intuito é oferecer acolhimento aos colegas de trabalho, integrar e setores e ampliar a oportunidade de conhecer um pouco mais dos colegas para além do trabalho. 

Vale lembrar que toda a ação ocorre de forma sigilosa, mas as pessoas podem contar com a colaboração dos colegas para conhecer mais sobre o seu protegido. E a revelação do amigo anjo só ocorre no último dia. Essas atividades estão acontecendo entre os dias 20 a 24 de setembro.

Além disso, temos acolhimento psicológico gratuito e online para os adolescentes aprendizes. Essa é uma parceria entre o Instituto Ramacrisna e os alunos de psicologia da Faculdade Pitágoras.

Durante todo o Setembro Amarelo, vão acontecer encontros grupais para a mobilização desses adolescentes. Durante as reuniões, os temas são de interesse dos jovens.  Serão cerca de cinco encontros, que ocorrerão até novembro.

Por último, teremos a Live Setembro Amarelo. Ela será realizada no canal do Youtube e Facebook do Instituto Ramacrisna, pelo projeto Construindo o Futuro, que tem patrocínio da Petrobras e com apoio do projeto Adolescente Aprendiz. 

A psicóloga Francielle Carvalho é formada pela PUC Minas e estuda e trabalha a prevenção ao suicídio e valorização da vida desde 2014. Ela comandará a conversa.  

A live vai ocorrer no dia 24 de setembro, às 14h. Clique para acessar.

5) Fora do Setembro Amarelo, quais são as atividades de saúde mental desenvolvidas no Ramacrisna? 

Através da parceria com a Pitágoras, foi possível a implantação do Se Cuida Jovem. Esse é um projeto que oferece acolhimento psicossocial para os adolescentes que têm algum vínculo com o Instituto Ramacrisna.

O projeto foi criado em 2018 mas teve que ser paralisado pela pandemia. Agora, está sendo retomado. Essa parceria também oferece a realização de trabalhos em grupo online.

Você pode ajudar a manter o cuidado com a saúde mental de crianças e adolescentes. Clique para saber como contribuir.

Leia também: 5 dicas para melhorar a saúde mental durante a pandemia

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