Data promove reflexão sobre os desafios globais da igualdade de gênero. É compromisso de todos oferecer oportunidades, autonomia e justiça para meninas e mulheres
Apesar de ser uma meta para 2030, ainda estamos longe de alcançar a igualdade de gênero. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2026 as mulheres possuem apenas 64% dos direitos legais que os homens detêm no mundo. Além disso, nenhum país eliminou completamente as lacunas legais.
Em áreas fundamentais da vida, como trabalho, renda, segurança, família, propriedade, mobilidade, negócios e aposentadoria, a lei ainda coloca mulheres em desvantagem. Entre normas sociais prejudiciais, legislações discriminatórias e barreiras estruturais, mulheres e meninas continuam enfrentando obstáculos profundamente enraizados. Se o progresso seguir no ritmo atual, serão necessários 286 anos para eliminar as lacunas de proteção legal.
O Dia Internacional das Mulheres 2026, com o tema “Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as mulheres e meninas”, reforça a urgência de desmontar barreiras estruturais, combater leis discriminatórias e fortalecer sistemas de justiça inclusivos.
A Constituição Federal de 1988 estabelece a igualdade de gênero como princípio fundamental, declarando no art. 5º, inciso I, que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. Ou seja, a norma proíbe discriminações, garante proteção à maternidade/trabalho e assegura igualdade no âmbito familiar, sendo um marco na superação da desigualdade histórica.
Mas a prática é diferente da teoria. A sociedade precisa garantir acesso à educação para meninas, fim do casamento infantil, liberdade para mulheres trabalharem, liderarem e participarem da vida política e social, por exemplo.
Além disso, a proteção efetiva contra todas as formas de violência de gênero precisa sair do papel. Bem como os sistemas de justiça sem vieses, assistência jurídica acessível e políticas públicas que não discriminem.
Para tentar alcançar tudo isso, a ONU estabeleceu, em seu Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (ODS 5), a meta de “Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas” até 2030. Esse objetivo deve ser de todos: empresas, governos e Terceiro Setor.
O Instituto Ramacrisna reafirma diariamente o compromisso com a igualdade de gênero, alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (ODS 5) da ONU, especialmente no item 5.b, que prevê o aumento do uso de tecnologias de base, particularmente as tecnologias da informação e comunicação, para promover o empoderamento feminino. São vários projetos alinhados ao ODS, como, por exemplo:
O Meninas em Rede é uma das iniciativas mais diretamente conectadas à promoção da igualdade de gênero. O projeto incentiva adolescentes a ingressarem no universo STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), áreas historicamente marcadas pela baixa participação feminina.
No curso de Desenvolvimento de Sites e Aplicativos, as alunas aprendem a desenvolver aplicativos, criar interfaces interativas, estruturar bancos de dados e compreender a experiência do usuário. Mais do que habilidades técnicas, o projeto promove autoconfiança, protagonismo e contato com referências femininas na tecnologia. Ao final, cada participante desenvolve um aplicativo mobile, materializando o conhecimento adquirido e ampliando suas perspectivas de futuro.
O FabLab Ramacrisna promove inclusão tecnológica e inovação. O espaço oferece acesso a ferramentas de fabricação digital, como impressoras 3D e equipamentos de prototipagem, permitindo que meninas e mulheres desenvolvam projetos, produtos e soluções criativas. Ao democratizar o acesso à tecnologia, o FabLab contribui para reduzir desigualdades e estimular o empreendedorismo feminino.
A Orquestra Ramacrisna utiliza a música como instrumento de inclusão social. Ao garantir que meninas tenham acesso à formação musical, apresentações públicas e desenvolvimento artístico, o projeto fortalece a autoestima, disciplina e trabalho em equipe. A presença feminina na música erudita e instrumental também ajuda a romper estereótipos de gênero e ampliar espaços de liderança cultural.
O CAER (Centro de Apoio Educacional Ramacrisna) oferece reforço escolar e acompanhamento pedagógico, assegurando que meninas permaneçam na escola e tenham melhores oportunidades acadêmicas. Além disso, elas contam com um leque de atividades esportivas e culturais, o que contribui para um bom desenvolvimento cognitivo, físico, emocional e social.O acesso a estas práticas na infância, favorecem a formação integral de cada uma destas meninas.
Promover a igualdade de gênero significa garantir acesso à educação, tecnologia, cultura e trabalho digno. No Ramacrisna, cada projeto é uma ação concreta para que meninas e mulheres tenham mais oportunidades, autonomia e voz.
Porque a igualdade não pode esperar séculos. Ela começa agora com educação, oportunidades e ação.
Ajude a manter a luta pela igualdade de gênero. Entre em contato e saiba como ajudar.