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1 de setembro de 2026

Cases|Por Dentro do Ramacrisna

Por dentro do Ramacrisna: curso de empreendedorismo gratuito transformou a vida de Paloma Conti

Após deixar o mercado de trabalho para acompanhar a filha com TEA, Paloma encontrou no empreendedorismo uma forma de conciliar a maternidade com o sonho de ter o próprio negócio

 

Durante mais de 15 anos, Paloma Angélica de Oliveira Conti construiu sua trajetória profissional na área de Recursos Humanos e Departamento Pessoal. Mas a maternidade trouxe mudanças profundas para seus planos. Ela é mãe de uma menina com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e, por isso, precisou reorganizar a rotina para acompanhar as terapias e necessidades da filha. Foi nesse contexto que o empreendedorismo, uma atividade que já fazia parte de sua história, ganhou um novo significado.

Em 2026, após deixar o mercado de trabalho, Paloma decidiu investir de vez na confeitaria. Para se preparar para essa nova etapa, participou do curso de empreendedorismo gratuito oferecido pelo Instituto Ramacrisna por meio do projeto Construindo o Futuro VI, realizado em parceria com a Petrobras por meio do programa Petrobras Socioambiental. A formação ampliou seus conhecimentos sobre gestão e deu novas ferramentas para transformar uma atividade que antes era uma fonte complementar de renda em um negócio estruturado.

Da carreira em RH aos doces

A relação de Paloma com o empreendedorismo começou ainda no ensino médio, quando vendia trufas, bombons e chocolates para gerar renda. Depois, ao construir sua carreira profissional, a confeitaria permaneceu como uma atividade complementar, principalmente em datas especiais.

A chegada da filha, porém, mudou seus planos. Durante a pandemia, Paloma deixou o emprego para se dedicar aos cuidados da menina, que posteriormente recebeu o diagnóstico de TEA. Mais tarde, voltou ao mercado de trabalho em 2023, novamente na área de RH e DP, contando com uma rede de apoio formada pela mãe e pelo esposo.

Mas, com a mudança na rotina profissional do marido, que passou a atuar como autônomo no setor de transportes, Paloma precisou deixar novamente o emprego. Segundo ela, a necessidade de acompanhar a filha nas terapias também se tornou um obstáculo na busca por novas oportunidades. “Infelizmente, em toda vaga que participo, se falo que tenho uma filha atípica ou, se possível, um dia de home office ou híbrido, muda toda a conduta do processo seletivo”, conta.

Diante desse cenário, empreender em casa tornou-se uma alternativa para continuar gerando renda sem abrir mão do acompanhamento da filha.

Curso de empreendedorismo gratuito foi uma virada de chave

Paloma conheceu o Ramacrisna pelo Instagram, depois de ver anúncios sobre o projeto. Ao ser desligada do trabalho em janeiro de 2026, decidiu se dedicar mais ao empreendedorismo e viu na formação uma oportunidade para se profissionalizar.

Durante o  percurso de formação empreendedora foram abordados temas como modelagem de negócios, gestão financeira, vendas, MEI, redes sociais, planejamento de conteúdo, inovação, inteligência emocional e comunicação.

Para Paloma, o curso de empreendedorismo gratuito representou uma mudança na maneira de enxergar o próprio negócio.

“Foi uma virada de chave. Entendi que não era mais amadorismo, mas que estava me tornando  uma empresa”, afirma. Entre os conteúdos, a área de tecnologia e redes sociais foi a que mais a surpreendeu. De acordo com ela, as aulas ajudaram a “destravar” e enxergar um potencial que ainda não reconhecia no próprio negócio.

Hoje, conhecimentos sobre precificação, fluxo de caixa, marketing e métricas, por exemplo, já fazem parte da rotina da confeitaria.

Aporte de R$ 15 mil ajudou a tirar sonho do papel

Após a formação, dez empreendedores foram selecionados para participar de uma consultoria de modelagem de negócios e receberam um aporte financeiro de R$ 15 mil para investir em seus empreendimentos. Paloma está entre eles.

Com o recurso, ela pretende transformar um cômodo de sua residência em um ponto de retirada para pedidos de delivery. A ideia é criar um espaço simples, aconchegante e mais adequado para receber os clientes, além de fortalecer a presença do negócio nas plataformas digitais.“O aporte vai acelerar nosso projeto. Vamos tirar o projeto do papel e transformar o cômodo que temos em ponto de retirada delivery”, explica.

Sem o investimento, Paloma acredita que conseguiria realizar o projeto, mas precisaria esperar cerca de seis meses. A família ainda está finalizando o segundo andar da casa, onde pretende instalar uma cozinha industrial separada.

Um novo caminho para conciliar maternidade e autonomia

Mais do que uma forma de gerar renda, o novo negócio representa para Paloma a possibilidade de construir uma trajetória profissional compatível com a realidade da família.

Ela reconhece que conciliar empreendedorismo e maternidade atípica continua sendo um desafio, especialmente por causa da rotina de terapias e acompanhamentos. Mas também percebe que, com o crescimento da filha, algumas tarefas ficaram mais fáceis.

Para o futuro, deseja que a filha compreenda que toda a trajetória foi movida pelo amor e pela busca por oferecer a ela as melhores oportunidades possíveis. “Ela é tudo para nós. Amamos ela do jeitinho que ela é. Independente do preconceito das empresas, Deus sempre nos dará forças e encontraremos maneiras de fazer acontecer”, afirma.

A história de Paloma mostra como qualificação, apoio e acesso a oportunidades podem transformar uma ideia em um projeto de vida. Por meio do Construindo o Futuro, o Instituto Ramacrisna busca fortalecer empreendedores e ampliar possibilidades de geração de renda e autonomia.

Quer conhecer outras iniciativas que transformam oportunidades em novas histórias? Conheça os projetos do Instituto Ramacrisna e descubra como apoiar ações que contribuem para o desenvolvimento profissional e social de pessoas e comunidades.

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