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Mulheres ainda são minoria no futebol brasileiro

Apesar de a jogadora Marta já ter ganhado o prêmio de melhor do mundo por seis vezes, ainda existem poucas mulheres no futebol brasileiro. Em um espaço majoritariamente masculino, elas são pouco reconhecidas: Se compararmos as duas principais estrelas do futebol brasileiro é fácil perceber a diferença. De um lado, Neymar – um dos maiores jogadores do futebol masculino – e, de outro, Marta. Ele recebe mais de 91,5 milhões de euros por ano; ela, 340 mil euros. O correspondente a apenas 0,3% do salário do craque do Paris Saint-Germain.

Voltando um pouco na história, descobrimos uma razão para essa diferença. Entre 1941 e 1979, um decreto proibia que mulheres jogassem futebol no Brasil. E a justificativa para a proibição em pleno do país do futebol é que a prática contrariaria a natureza feminina, pois o esporte seria violento e masculino demais. Isso fez com que as meninas não só não praticassem o futebol, como também as afastou de qualquer participação no mundo da bola.

Inclusão de mulheres no futebol brasileiro

Hoje, mais de 40 anos após o fim deste decreto, a participação feminina é incentivada: desde 2019, os times da Série A do campeonato masculino brasileiro são obrigados a manter um time feminino. Ou seja, de proibido, o futebol feminino passou a ser obrigatório! 

Além disso, o futebol feminino profissional passou a ganhar mais espaço na mídia e, pela primeira vez na história, em 2019, a Copa do Mundo de Futebol Feminino foi exibida em uma emissora de TV aberta. Elas também ganharam espaços exclusivos para notícias e comentários, como o site Dibradoras.

Também os times de base do futebol feminino receberam mais incentivos. É o caso do Galácticas FC, time de Betim que conta com parceria com o Instituto Ramacrisna. O Clube existe desde 2019 e já concorreu a torneios locais e serviu como o início de carreira de jogadoras que hoje estão em times profissionais.

Galácticas F.C.

O Instituto Ramacrisna apoia cedendo espaço para treinos e já auxiliou na captação de recursos via edital. Em 2019, o projeto foi contemplado pelo edital Sementes do Programa Itaú Social. Na época, o Instituto ajudou na gestão do projeto, do recurso recebido e das atividades propostas. As ações foram desenvolvidas ao longo de 2020 e incluíam a formalização do time e registro na Liga de Desportos de Betim. Foi feita a eleição da diretoria, bem como a ata de fundação, estatuto e CNPJ do time. E também ofereceu cursos de capacitação para as atletas, como Marketing Pessoal, Nutrição Esportiva e Empreendedorismo. Além de lives temáticas e palestras sobre saúde e igualdade de gênero e também sobre esporte.

Depois do apoio do Ramacrisna, mais mulheres se juntaram ao time: passando de 29 para mais de 40 atletas. A vice-presidente do Instituto Ramacrisna, Solange Bottaro, destaca que apoiar o Galácticas F.C. faz parte das ações por equidade de gênero, um dos ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ao qual o Ramacrisna contribui.

“Muitas vezes, as pessoas dizem que a igualdade de gênero existe, que todo mundo apoia, mas não é assim. Tem as determinações sociais que impedem que a mulher se realize. Todo lugar é de mulher. Tudo que ela sonhar e quiser fazer, ela tem o direito de buscar”, acredita. Solange ainda enfatiza que o apoio do Ramacrisna também impactou positivamente nos resultados do time. “Elas têm vencido e sido o orgulho de Betim. Isso mostra que, quando você dá uma oportunidade, a mulher se destaca”, afirma.

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Leia também: Como incentivar a participação de mulheres na tecnologia

Melhorias para as atletas

Para as jogadoras, estar num time com infraestrutura melhor ajudou não só a se saírem melhor no esporte, como também a mudar algumas opiniões a respeito do papel da mulher na sociedade. Isso se deve, principalmente, às discussões promovidas pelo Instituto Ramacrisna.

Participar do time também é uma forma de exercitar o corpo e a mente, melhorando a saúde mental e aumentando a sensação de bem-estar. Além disso, algumas vêem no Galácticas F.C. a realização do sonho de jogar futebol. É o caso da atacante Francielle Lopes.

“Eu sempre tive vontade de entrar em um time e eu fiquei sabendo desse projeto e tive a oportunidade de jogar. Eu me surpreendi porque eu não imaginei que teria uma infraestrutura tão avançada como o time tem. É um time muito organizado e com ótimos equipamentos”, ressalta.

Conheça um pouco do trabalho do Ramacrisna com o Galácticas F.C.:

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