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14 de janeiro de 2022

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Por dentro do Ramacrisna: conheça a história de Janara Gomes

Quando ingressou pela primeira vez no Ramacrisna, Janara Gomes tinha apenas seis anos. E, desde então, participou de tantos projetos que é impossível se lembrar de todos. Foi pelo Instituto que ela teve a primeira experiência no mercado de trabalho. E, hoje, Janara faz parte da nossa equipe de colaboradores.

Conheça essa história que já tem mais de 20 anos e que envolve toda a família Gomes.

Da infância à vida adulta

“Estou no Instituto desde os meus 6 anos e, hoje, eu tenho 27”, resume Janara. O primeiro contato ocorreu no Centro de Apoio Educacional Ramacrisna (CAER), ainda durante o ensino fundamental. Para ela, foi um período muito interessante na sua infância.

“Foi um momento de vivência. Nós fazíamos várias atividades, especialmente na biblioteca, onde me apresentaram a uma literatura fantástica. Teve uma grande contribuição para a pessoa que sou hoje”, lembra. 

Entre a infância e a adolescência, foram muitos projetos. Mas, um deles teve um papel especial: o Adolescente Aprendiz. Essa foi a primeira oportunidade de emprego de Janara. Além das aulas no Instituto, teve a parte prática na empresa Unifort – que é parceira do projeto até hoje. 

Além disso, também nessa época, participou de um evento que reuniu aprendizes representantes de diversos estados. “Foi incrível! Foi a primeira vez que eu andei de avião”, relata. 

Já na vida adulta, Janara voltou ao Instituto. Dessa vez, como instrutora do projeto Construindo a Cidadania. Trata-se de uma turma-piloto de capacitação de jovens em cumprimento de medidas socioeducativas. 

“Foi um projeto muito importante para mim porque me ajudou a ver a sociedade de maneira diferente. Pois a gente trabalha com jovens que cumpriram a medida socioeducativa, que cometeram um ato infracional e tem essa quebra de paradigmas e preconceitos”, avalia Janara. 

Meses depois, se tornou funcionária do projeto Adolescente Aprendiz, como instrutora de aprendizagem. Assim, teve a oportunidade de ministrar aulas, que, por causa da pandemia, passaram a ser em formato remoto. Porém, agora, com autorização do Ministério do Trabalho, voltaram a ser presenciais.

Hoje, Janara vivencia outro lado do projeto de aprendizagem no Ramacrisna. Isso porque faz parte da equipe de coordenação pedagógica e atua na linha de frente do Adolescente Aprendiz. 

Para prepará-la ainda mais para o cargo, Janara foi escolhida para participar do Programa de Desenvolvimento de Dirigentes, uma especialização da Fundação Dom Cabral.

Duas faces da aprendizagem 

Para Janara, o fato de ter sido aprendiz e, hoje, estar na coordenação pedagógica do projeto faz dela uma prova viva de que a aprendizagem funciona. Além disso, é uma forma de motivar outros adolescentes a buscar novas alternativas para o futuro. 

“Quando eu recebo um aprendiz, eu me coloco como um exemplo do que o projeto tem de possibilidade para a vida dele.  Então, eu me mostro como uma pessoa que veio de uma comunidade e que encontrou aqui novas oportunidades. Percebi que temos que sonhar, buscar e aproveitar tudo que nos é ofertado.” 

Além disso, quando fala da própria história, Janara não deixa de expressar gratidão por ter participado do projeto. “Eu me sinto muito grata, porque se eu não tivesse tido aquela oportunidade em 2010, eu não seria a profissional que sou hoje”, relata. 

Para ela, contar com os instrutores trouxe não apenas a capacitação, mas também a ajuda para enxergar possibilidades e ir além. Outro ponto é o crescimento pessoal e profissional. “ A aprendizagem nos beneficia com a maturidade. Porque quando a gente se torna um aprendiz, a gente nunca mais é o mesmo”, conta. 

Ramacrisna é como parte da família

Janara, o marido e as filhas. Toda a família tem história com o Ramacrisna

A família inteira de Janara tem uma história com o Ramacrisna: a irmã participou da Orquestra por anos e a mãe fez parte do projeto Futurarte. 

Nessa época, a mãe conheceu um rapaz que, no futuro, se tornaria o marido de Janara. “Ele chegou a trabalhar com minha mãe na Futurarte, mas nós não nos conhecíamos. Depois, nos encontramos e, falando sobre o Instituto, descobrimos a coincidência”, relata. 

Para ela, compartilhar essas vivências agrega muito para a família que estão construindo. Hoje, com duas filhas, o contato com o Instituto continua a passar pelas gerações: todo final de semana, Janara leva as filhas para brincar no parquinho do Instituto

 

“Tudo que tinha disponível, eu e minha família aproveitamos. Então, nós temos muita gratidão pelo Instituto. Moro próximo daqui, então eu vivencio o Ramacrisna até na minha vida particular”, comenta.

Como vive no bairro, ela avalia que o Ramacrisna é muito importante para todos os moradores e possibilita mais qualidade de vida para a comunidade. 

Conheça os nossos projetos e nos ajude a dar continuidade ao trabalho

 

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